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segunda-feira, 23 de junho de 2008

A PIDE tinha mais que fazer...

Censura
Dependendo do Ministério do Interior e a partir de 1944 do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), a censura prévia funcionou enquanto aparelho repressivo que legitimava a acção do governo. Controlando a imprensa, o teatro, a rádio, o cinema, e, mais tarde, a televisão (introduzida em Portugal em 1957), visava assuntos dos mais variados níveis, desde políticos a morais. Evitava a difusão de ideias socialistas ou comunistas e de todo e qualquer movimento contra o regime.
A acção da censura impedia que a população tivesse conhecimento daquilo que realmente acontecia, já que passava sempre a ideia de uma "paz tranquila".
Já agora... vão ver como as coisas se passavam...

domingo, 8 de junho de 2008

Sabiam que...


O nome Satã ou Satanás é um termo hebraico que significa «o acusador público num tribunal»?




Dado que o vosso Inferno se passa num tribunal, parece-me apropriado não esquecer isto.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ai, o contexto!



Como anda tudo aflito com o contexto, aqui têm um resumo bem clarinho do que foram as condições socio-politico-económicas e afins do Portugal do Estado Novo. E, por uma vez, podem dar um saltinho à Wikipédia...

Bom trabalho!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Vamos aos filmes...


Gente!

A Bruxa sabe que estão preocu- pados com o trabalho de contextua- lizar o inferno que se preparam para trabalhar. Por isso, aqui fica uma sugestão: no cinema Londres, em Lisboa, está um filme que vos interessa muito.

É um "documentário de Inês Medeiros que revisita a memória dos anos do salazarismo através do olhar e testemunho de várias mulheres, de diversos extractos sociais, que, em 1958, foram convidadas a manifestar o seu apoio a Salazar, em cartas laudatórias, a pretexto da primeira crise que abalou a ditadura, aquando da campanha do General Humberto Delgado. Desde as mais fervorosas defensoras do ditador até às mais comedidas ou simples, em quem a propaganda surtia outro tipo de efeito, Cartas a uma Ditadura desmonta o regime e as suas estratégias de perpetuação."

Por isso, que tal aproveitar o fim-de-semana e ir até à Praça de Londres em Lisboa ver o que por lá se passa?

Cartas a Uma Ditadura - Sala 1
De: Inês de Medeiros

Sessões: 14h, 16h, 18h, 20h, 22h, 24h

M 12

terça-feira, 6 de maio de 2008

A evolução do teatro

Tal como nos restantes géneros literários, também no teatro contemporâneo português se verificam desenvolvimentos paralelos de tendências realistas e de movimentos e experiências de vanguarda. Alguns autores ligados ao decadentismo e ao simbolismo fizeram experiências dramatúrgicas que podem ser inseridas nessas correntes, como D. João da Câmara e António Patrício.
De uma forma geral, sob o Estado Novo, as condições não eram as mais favoráveis ao teatro. No que toca à representação, o teatro português era dominado pela companhia Reis Colaço-Robles Monteiro, que seguia uma linha clássica. Para além deste e do teatro de revista, havia poucas possibilidades de pôr em cena teatro de tendências alternativas. A partir dos anos 50, no entanto, surgiram vários agrupamentos, como o Teatro Experimental do Porto (1953, dirigido por António Pedro), o Teatro-Estúdio do Salitre, o Teatro Experimental de Cascais (1965), o Teatro-Estúdio de Lisboa (1964), Os Bonecreiros (1971), a Comuna (1971), a Cornucópia (1973) e a Seiva Trupe (1973). Estas companhias, algumas de duração efémera por dificuldades de sobrevivência sem apoios institucionais, introduziram alguns elementos próprios da expressão teatral não tradicional, que se desenvolviam já na Europa, como o teatro do absurdo, a criação colectiva, o recurso à expressão corporal de forma não realista.
Quanto à criação do teatro enquanto texto literário, registam-se autores que se distinguiam também em outros géneros, como Natália Correia, Jorge de Sena, José Cardoso Pires e José Régio. Afirmaram-se nomes especificamente ligados a este género, como Luiz Francisco Rebello e Romeu Correia (este ligado a uma tradição de realismo social e popular). As formas teatrais de vanguarda serviram também um teatro de intenção interventora, com expressão na obra de Bernardo Santareno (O Judeu, 1966) e Luís de Sttau Monteiro (Felizmente há Luar!, 1961), fortemente influenciada pelo teatro épico de Bertold Brecht.
O período que precede de perto o 25 de Abril e os anos que se lhe seguiram abriiu a possibilidade de representação de muitos autores estrangeiros até então proibidos e também de portugueses, como Bernardo Santareno. Muitas das companhias de teatro independente envolveram-se nas campanhas de dinamização cultural, apostando num teatro de intervenção e forte ligação às massas populares. Recentemente, alguns romancistas têm-se dedicado também ao género dramático; entre eles contam-se Mário Cláudio, Luisa Costa Gomes e José Saramago.

Este texto foi returado de http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/epocas?tipo=1&p=4#T16

Aprendizes!



Façam o distintíssimo favor de se atirarem à biografia do Lúcifer da Temporada: já têm material q.b. (a seu tempo entregar-vos-ei mais) e basta saberem ler para poderem trabalhar aquele material. Não há grandes explicações a dar.
Se precisarem de alguma ajuda, estou à vossa disposição: vou estar a "teclar" o dia todo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Chegou a hora...


... de começarem a trabalhar a sério.

Para os que ainda não sabem, hoje de manhã ficou na escola uma montanha de fotocópias sobre o assunto que nos ocupa, à vossa inteira disposição. A D. Isabel tem-nas com ela: só têm de lá chegar, pedir-lhas e pagá-las.

A ideia é que, na próxima aula - quarta-feira que vem - já tenham lido tudo o que lá está sobre HISTÓRIA DE PORTUGAL: Estado Novo, censura etc... Na aula, explicar-lhes-ei a situação e falaremos sobre esse período.
Por amor dos deuses do Hades, atirem-se ao trabalho: têm duas semanas para o fazer avançar a sério, não as desperdicem.
Se precisarem de alguma coisa, estejam à vontade: escrevam-me, telefonem-me e resolvemos o que for preciso.

Cumprir a promessa...



...de vos dar uma série de hiperligações utilizáveis. Cá vão elas:


Infelizmente, o sítio com os documentos mais interessantes está, de momento, inacessível. A Bruxa promete mantê-lo debaixo de olho e, assim que estiver activo, os endereços vêm para aqui.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Balança

Utensílio de grande significado em inúmeras religiões, representa-se como símbolo da justiça, ultrapassando o terreno humano e influenciando o além: o peso das boas e más acções praticadas na terra determina, no julgamento final, o local onde as almas descansarão em paz ou sofrerão o castigo. Do Egipto, passando pelos persas e pelos tibetanos, entre outros, até ao cristianismo, a balança é o aferidor dos comportamentos, sendo o seu nome dado a um signo zodiacal caracterizado pela ponderação e pela harmonia.

Em tempos idos, a maneira de se saber se uma mulher estava possuída pelo demónio, era colocá-la no prato de uma balança e no outro uma Bíblia [em alguns sítios era uma pena]: se o fiel da balança se inclinava para a mulher estava decidido: era bruxa [AAAiiiiii!!!!!!!!!!!!!!] e seria queimada (alguma dessas pobres mulheres pesaria menos do que a Bíblia?!) [Esta Bruxa não, com toda a certeza! A esta hora estaria churrascada numa fogueira no largo de uma aldeia qualquer. Vou já fazer dieta!]. Também na medicina popular se costuma pôr o inferno no prato de uma balança e no outro o seu peso em grãos de trigo - se o fiel tombava para o lado dos grãos ficava-se curado (que economia para os serviços de saúde!). Uma crença ainda hoje comum: para se pesar menos deve suspender-se a respiração quando se é pesado, o que, obviamente, é falso.

Orlando Neves, Dicionário de Superstições, 2005. [Comentários da yours truly]

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

25 de Janeiro

... de 2008

O dia operático vai animado! Mas esta diz-vos respeito mais de perto. Hoje, estreia no Centro Cultural de Belém, Operação: Orfeu, uma ópera visual que reconta o mito de Orfeu e Eurídice. Têm aqui mais informações.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Para escreverem sem erros...

Cheia de confiança nas vossas capacidades linguísticas, a Bruxa vem - tal como prometido - dar-vos a lista dos prontuários existentes no mercado português. Como foi explicado, a função de uma obra deste género é ajudar-vos a escrever sem erros. E nisso a Bruxa é a-bso-lu-ta-men-te implacável. Venham-me com erros e eu conto-lhes uma aventura. Aos quadradinhos...
Cá vão então os primeiros:


BERGSTRÖM, Magnus e REIS, Neves, Prontuário Ortográfico e Guia da da Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Notícias, [datas várias, tem sido reeditado sucessivamente]
PINTO, José Manuel de Castro, Novo Prontuário Ortográfico, Lisboa, Plátano Editora, 2005. 6ª edição revista.